Publicado em 2 de julho de 2017 | 12:31
Jovens denunciam tortura e violência sexual em repressão a protesto na Venezuela
Governo Nicolás Maduro: violações de direitos humanos
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“O que está acontecendo na Venezuela não tem precedentes na história recente do país, é muito preocupante”, disse à BBC Erika Guevara, diretora da Anistia Internacional para as Américas.

É uma das piores crises de violação dos direitos humanos no continente, devido à gravidade dos fatos, à sistemática dos mesmos, à falta de independência dos Poderes e à impunidade que existe”, acrescenta.

De acordo com processos judiciais, 10 jovens foram presos no dia 15 de maio deste ano no Estado de Aragua, ao norte da Venezuela, próximo a uma região onde eram realizados protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

Eles foram colocados em fila e forçados a tocar as partes íntimas uns dos outros e a manipular seus órgãos genitais. Davam murros, chutes e golpes com capacetes de proteção usados pela polícia. Foram forçados a dançar Macarena. Aqueles que se recusaram receberam mais golpes. Mas não foi apenas isso que fizeram com eles… “, disse à BBC Martín Ríos, um dos advogados dos jovens.

Os 10 jovens foram separados na prisão. “E com um deles (cuja identidade será preservada) fizeram algo absurdo e dantesco”, disse Ríos. Segundo ele, o jovem foi obrigado a se ajoelhar e teve os braços imobilizados, amarrados com um cabo na altura dos pulsos.

“Colocaram gás de pimenta e um capuz na cabeça dele. Em seguida, baixaram seu short e introduziram um tubo no seu reto”, conta o advogado.

De acordo com Ríos, os outros presos não presenciaram o ato, mas de acordo com seus testemunhos, ouviram-no gritar, chorar e pedir ajuda. O caso do jovem, de 19 anos, está sendo investigado pelo Ministério Público.

O caso do jovem detido em Aragua não é isolado

“Em 70% dos casos registrados, houve algum tipo de abuso sexual: os detentos ficaram nus, foram tocados, obrigado a ficar em posições mostrando suas partes íntimas e alguns foram vítimas de estupro”, diz à BBC o advogado Tamara Suju, diretor da Casla, centro de estudos para a América Latina com sede na República Tcheca, que analisa as democracias na região.

Suju entrou com ação no Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda, contra o governo venezuelano, acusado de cometer atos de tortura sistemática, o que constitui crime contra a humanidade.

Segundo ele, essas cenas foram protagonizadas na sede da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) em Aragua.

A mais recente onda de manifestações contra o presidente começou há quase três meses. E, até 15 de junho, foram registradas mais de 3.200 prisões, de acordo com o Foro Penal, ONG venezuelana que oferece assistência gratuita aos presos.

Durante essas prisões, houve diversas denúncias de tortura, agressão, abuso e violação dos direitos humanos e da lei vigente por parte das forças policiais do Estado.

Os excessos – muitos dos quais registrados em fotos e vídeos – foram condenados inclusive pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López.

“Não quero ver nenhum policial cometendo atrocidades na rua. Os oficiais que não tiverem um comportamento condizente com os princípios da instituição devem responder por seus atos”, disse López no dia 6 de junho.

(BBC)

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