Publicado em 22 de julho de 2017 | 17:02
Postos de combustível farão ato em todo país com ‘luto’ por imposto
“Pecunia non olet”
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Para protestar contra a medida do governo, os donos dos postos vão colocar faixas pretas nas bombas de gasolina para caracterizar o “luto” pela decisão.

Donos de postos de combustíveis no ES preparam um protesto em todo o país contra o anúncio, pelo governo, do aumento da alíquota do PIS e Cofins que incide sobre a gasolina.

O imposto mais que dobrou, passando de R$ 0,38 para R$ 0,79 por litro. Se a alta de impostos for repassada na íntegra para o consumidor, o litro da gasolina deverá ficar R$ 0,41 mais caro no país. Para protestar contra a medida do governo, os donos dos postos vão colocar faixas pretas nas bombas de gasolina para caracterizar o “luto” pela decisão.

A data do protesto ainda não foi definida, mas o objetivo é fazer o mais rápido possível, em todo o país. A estratégia foi acertada durante encontro, em Vitória (ES), dos presidentes dos Sindipostos estaduais.  Os revendedores de combustíveis não querem sair como os “vilões” do aumento do preço da gasolina.

O aumento da alíquota de PIS/Cofins sobre o diesel, anunciado pelo governo na quinta-feira (20), deve impactar os custos do frete rodoviário na faixa de 2,5% a 4%, em média, estimam entidades que representam as empresas de transporte de cargas.

A previsão de 2,5% foi calculada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a mais alta, pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística). Ambas afirmam que os alimentos e outros produtos ficarão mais caros com a mudança.

 O aumento dos custos com frete deve pesar principalmente sobre os itens de menor valor agregado (que têm pouca margem para absorver o impacto) e que são transportados por longas distâncias, afirma a NTC & Logística. Nessa lista, estão incluídos os produtos de cesta básica, como arroz, feijão e farinha, além de água, ovos, frutas e verduras.

 “Para o caminhão, o que interessa [na hora de cobrar pelo transporte] é o peso. 1 kg de feijão é igual a 1 kg de ouro, mas como o feijão custa muito mais barato, o preço do frete pesa mais sobre ele que sobre o ouro”, explica Lauro Valdivia, assessor técnico da associação. “E quem roda muito não vai ter como escapar”, emenda.

 O preço dos grãos enviados para exportação, como soja e milho, que partem normalmente do centro-oeste do país para os portos no litoral, também devem ter forte reflexo nos preços, afirma Valdivia.

Segundo ele, a alta nos preços dos produtos, em geral, só deve começar a ser sentida em duas semanas, depois que for possível medir o real efeito do aumento dos impostos nas bombas de combustível. Nesta sexa-feira, postos visitados pelo G1 já vendiam gasolina com reajuste.

Quem faz compras pela internet também pode acabar pagando mais caro.

“Um aumento do preço do combustível vai encarecer o frete, que já não é barato no Brasil por conta dos custos com seguros, e pode prejudicar sim o consumidor”, diz Rodrigo Bandeira Santos, vice-presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm).

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